Juiz de Fora assistiu, nos dias 26 e 27 de novembro, a uma das mais expressivas demonstrações de descontentamento dos trabalhadores da ArcelorMittal nos últimos anos. Em assembleias lotadas, a categoria rejeitou por 90,2% a proposta da empresa para as cláusulas econômicas da Convenção Coletiva, um recado que não deixa margem para interpretações suaves.

A empresa tentou repetir em Juiz de Fora uma proposta semelhante à apresentada em João Monlevade:
• Reajuste salarial de 5,10% a partir de novembro de 2025;
• Reajuste de 5,10% no piso salarial, também a partir de novembro;
• Vale-alimentação reajustado em 5,10%, retroativo a outubro de 2025, passando para R$ 578;
• Carga extra de R$ 578 no vale-alimentação.

Mas o que talvez funcionasse “no papel” não encontrou eco na realidade dos metalúrgicos de Juiz de Fora. A resposta foi contundente:

691 votos NÃO

73 votos SIM

2 votos brancos e nulos

Total: 766 votantes

A esmagadora rejeição mostra que a categoria não está disposta a aceitar propostas que, segundo muitos trabalhadores, ficam aquém do impacto real acumulado pela inflação, pelas perdas e pela alta do custo de vida.

O recado está dado: a empresa terá de voltar à mesa com algo mais consistente. A categoria demonstrou força, unidade e disposição para seguir lutando por avanços reais.

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